Rock n Roll Forever

"Rock é um termo abrangente que define o gênero musical popular que se desenvolveu durante e após a década de 1950, evoluiu do blues, da música country e do rhythm and blues, entre outras influências musicais que ainda incluem o folk, o jazz e a música clássica. Todas estas influências combinadas em uma simples estrutura musical baseada no blues que era "rápida, dançável e pegajosa".

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Pearl Jam



Pearl Jam é uma banda norte-americana de rock alternativo, formada no ano de 1990 em Seattle, Washington. Desde sua origem, sua formação incluiu Eddie Vedder (vocais, guitarra rítmica), Jeff Ament (baixo), Stone Gossard (guitarra rítmica) e Mike McCready (guitarra solo), passando por mudanças na bateria, sendo Matt Cameron, que também compõe o Soundgarden,[2] o atual baterista da banda.
Formada após a dissolução da Mother Love Bone, banda anterior de Ament e Gossard, o Pearl Jam estourou no mainstream com seu primeiro álbum, Ten. Uma das bandas-chave do movimento grunge dos anos 90, o Pearl Jam foi criticado em seu início, sendo estereotipado como um grupo com propósitos somente comerciais. Todavia, através da carreira da banda, seus membros se tornaram notados pela sua recusa por aderir às tradicionais práticas da indústria musical, incluindo a recusa em produzirem videoclipes e o engajamento em um boicote contra a Ticketmaster. Em 2006, a Rolling Stone descreveu a banda como tendo "gastado muito da última década deliberadamente tentando destruir sua própria fama."
Desde sua formação, a banda já vendeu mais de 30 milhões de álbuns nos Estados Unidos, e um número estimado de 60 milhões ao redor do mundo. O Pearl Jam já superou diversos de seus contemporâneos do rock alternativo do começo dos anos 90, sendo considerada uma das bandas mais influentes da década. O Allmusic se refere ao Pearl Jam como "a banda americana de rock & roll mais popular dos anos 90."
Stone Gossard e Jeff Ament eram, no meio dos anos 80, membros da Green River, uma das bandas pioneiras do movimento grunge. Com essa banda, eles gravaram e se apresentaram até atingirem um sucesso moderado, mas a banda foi dissolvida em 1987, em razão de conflitos de estilo entre os dois e os demais integrantes — Mark Arm e Steve Turner, que viriam a formar o Mudhoney. Gossard e Ament, então, começaram a tocar com Andrew Wood, vocalista do Malfunkshun, algo que viria a se tornar a banda Mother Love Bone. Em 1988 e 1989, o conjunto gravou algumas músicas e fez alguns shows, atraindo um interesse crescente pela sua música; no começo de 1989, a banda conseguiu apoio da gravadora PolyGram, que assinou com eles. Apple, álbum debut do Mother Love Bone, foi lançado em julho de 1990, quatro meses após Wood ter morrido, vítima de uma overdose de heroína.
Devastados com a morte de Wood, Gossard e Ament encerraram o Mother Love Bone. Gossard, por sua vez, passou a trabalhar em um material mais pesado, mais "afiado" em relação ao que vinha fazendo antes. Depois de alguns meses ele começou a praticar com seu amigo guitarrista Mike McCready, cuja banda, Shadow, havia acabado; McCready, por sua vez, encorajou Gossard a se reestabelecer com Ament. Após ensaiarem por um tempo, o trio lançou uma fita demo, buscando encontrar um vocalista e um baterista. Eles deram esta fita à Jack Irons, ex-baterista do Red Hot Chili Peppers, para ver se ele estaria interessado em unir-se à banda e, também, para que a distribuísse, buscando encontrar um vocalista.
Irons rejeitou o convite, mas enviou o demo a um amigo seu de San Diego chamado Eddie Vedder. Vedder fora o vocalista de uma banda local chamada Bad Radio, trabalhando em um posto de gasolina durante o dia. Ele ouvia a fita antes de ir surfar, enquanto as letras vinham à sua cabeça. Ele, então, gravou os vocais de três das cinco músicas ("Alive", "Once" e "Footsteps"), algo que ele descreveu como uma "mini-ópera" intitulada Mamasan. Vedder enviou a fita com seus vocais para os três músicos em Seattle; eles ficaram tão impressionados que fizeram Vedder voar para Seattle para uma audição. Em uma semana, Vedder havia se juntado à banda.
No meio de 1990, Chris Cornell abordou Gossard e Ament com duas músicas que ele havia escrito em tributo à Andrew Wood, com a intenção de lançá-las como single. Ament descreveu a colaboração como "uma coisa muito boa à época" para ele e Gossard, que colocou-os numa "situação onde eles podiam tocar e fazer música". A formação desse conjunto foi completada com a adição de Matt Cameron, baterista do Soundgarden (e, futuramente, do Pearl Jam), Mike McCready (futuro guitarrista solo do Pearl Jam) e Eddie Vedder fazendo vocais de apoio em diversas canções, assim como um dueto com Chris Cornell em "Hunger Strike". Eles se intitularam Temple of the Dog, uma referência à uma linha de "Man of Golden Words", do Mother Love Bone. As duas canções propostas por Cornell seriam, eventualmente, trabalhadas no primeiro e único álbum da banda, Temple of the Dog, lançado no fim de 1990. 



Com o reforço de Dave Krusen na bateria, a banda assumiu o nome de Mookie Blaylock, em referência ao então jogador de basquete. A primeira apresentação oficial desse conjunto foi no café Off Ramp, em Seattle, em 22 de outubro de 1990 e, logo, o grupo assinou com a Epic Records. Todavia, preocupações com questões de marca registrada tornaram necessária uma mudança no nome; o "Mookie Blaylock", então, passou a se chamar "Pearl Jam". Em uma entrevista promocional, Vedder disse que o nome "Pearl Jam" era uma referência à sua bisavó Pearl que era casada com um nativo americano e tinha uma receita especial para geléia de peiote. Em uma entrevista para a revista Rolling Stone, em 2006, ele admitiu que aquela história era uma "mentira total", ainda que, de fato, sua bisavó se chamasse Pearl. Ament e McCready explicaram que Ament viera com "pearl", tendo a banda completado com "Pearl Jam", após assistirem a um show de Neil Young, no qual ele estendeu suas músicas com improvisações de 15 a 20 minutos, uma prática conhecida como jamming.
Após a turnê de suporte à Yield, o Pearl Jam fez um pequena pausa, mas se reuniu novamente e, próximo ao fim de 1999, a banda começou a trabalhar em um novo álbum. Em 16 de maio de 2000, a banda lançou seu sexto álbum de estúdio, Binaural, o primeiro com Matt Cameron na bateria. O título é uma referência à técnica de gravação binaural, utilizada em diversas faixas pelo produtor Tchad Blake, conhecido pelo uso da técnica. Binaural foi o primeiro álbum da banda a não ser produzido por Brendan O'Brien, ainda que, depois, ele tenha sido chamado para mixar algumas faixas. Gossard afirmou que os membros da banda estavam "prontos para uma mudança." Jon Pareles, da Rolling Stone, disse: "Aparentemente tão cansados do grunge como todo mundo, exceto os fãs de Creed, o Pearl Jam mergulhou em outra onda." O álbum contém letras mais sombrias do que Yield — Gossard descreveu-as como "muito sombrias". De Binaural saíram os singles "Nothing as It Seems" — uma das músicas com gravação binaural — e "Light Years". O álbum vendeu pouco mais de 700 mil cópias, se tornando o primeiro álbum de estúdio do grupo a não atingir a certificação de platina.
O Pearl Jam decidiu gravar, profissionalmente, cada um dos shows da turnê de suporte à Binaural, ocorrida em 2000, após notarem a popularidade dos bootlegs e o interesse dos fãs em possuírem uma cópias dos shows em que estiveram. A banda, no passado, estava aberta aos fãs que quisessem fazer gravações amadoras dos shows, e esses "bootlegs oficiais" foram uma tentativa de prover aos fãs um produto de melhor qualidade. A intenção da banda era lançá-los somente para os membros do fã-clube, mas o contrato de gravação do grupo os impedia; o Pearl Jam, então, lançou todos os álbuns em lojas de discos, assim como em seu fã-clube. A banda lançou 72 álbuns ao vivo entre 2000 e 2001, definindo um recorde de mais álbuns a estrearem na Billboard ao mesmo tempo.
A turnê europeia de 2000 terminou de forma trágica, com um acidente no Festival de Roskilde, na Dinamarca. Nove fãs foram pisoteados e sufocados até a morte na plateia. Após numerosos pedidos dos oficiais do Festival para que a banda parasse de tocar, eles pararam e tentaram fazer a multidão se afastar, mas já era tarde demais. As duas datas restantes da turnê foram canceladas e os membros pensaram em se aposentar depois do ocorrido. O Pearl Jam foi, inicialmente, considerado culpado pelo incidente, embora algum tempo depois, tenha se livrado da responsabilidade.
Um mês após a conclusão da turnê europeia, a banda embarcou em uma turnê norte-americana. Em 22 de outubro de 2000 a banda tocou no MGM Grand, em Las Vegas, celebrando o décimo aniversário da primeira apresentação da banda. Vedder aproveitou a oportunidade para agradecer às diversas pessoas que haviam ajudado a banda a ficar junta e chegar aos dez anos, observando que "nunca faria isso aceitando um Grammy ou coisa do tipo." A música "Alive" ficou, propositalmente, de fora de todos os shows dessa turnê até o da noite final, em Seattle; nessa noite, a banda se apresentou por mais de três horas, tocando a maioria de seus sucessos, além de covers como "The Kids Are Alright" e "Baba O'Riley", do The Who. Após o término da turnê de Binaural, o Pearl Jam lançou o Touring Band 2000, no ano seguinte, um DVD com performances selecionadas de shows da turnê norte-americana.



Após os ataques de 11 de setembro de 2001, Vedder e McCready se juntaram à Neil Young para tocarem "Long Road", do EP Merkin Ball, no concerto beneficente America: A Tribute to Heroes, em 21 de setembro de 2001, que levantou fundos para as vítimas do atentado e suas famílias.
Em 24 de março de 2009, o primeiro álbum do Pearl Jam, Ten, foi relançado em quatro edições, com alguns extras, como remasterização e um remix completo do álbum feito por Brendan O'Brien, um DVD da banda no MTV Unplugged de 1992, e um LP de um show realizado em 20 de setembro de 1992 no Magnuson Park, em Seattle. Foi a primeira reedição de um planejamento que envolve relançar todo o catálogo do Pearl Jam, até o 20º aniversário da banda, em 2011. Um filme de retrospectiva do Pearl Jam, dirigido por Cameron Crowe e intitulado Pearl Jam Twenty também é planejado para um lançamento que coincida com o aniversário. Em 5 de janeiro de 2011 a banda anunciou que Vs. e Vitalogy seriam relançados na primavera em formato de luxo.
O Pearl Jam começou a trabalhar no álbum subsequente à Pearl Jam no começo de 2008. Em 2009, a banda começara a desenvolver o instrumental e algumas faixas demo escritas durante o ano anterior. O nono álbum de estúdio de banda, Backspacer, foi lançado em 20 de setembro de 2009, estreando na primeira posição da Billboard, o primeiro álbum da banda a atingir tal marca desde No Code, em 1996. As músicas do álbum apresentam uma sonoriadde influenciada pelo pop e pela New Wave. Stephen Thomas Erlewine, do Allmusic, disse que a música do álbum é "casual e divertida". Sobre as letras, Eddie Vedder disse: "Eu tenho tentado, ao longo dos anos, ser esperançoso nas letras, e eu acho que isso vai se tornar mais fácil agora." "The Fixer" foi escolhido como primeiro single do álbum, além de também ter sido feito um videoclipe para a música, dirigido por Cameron Crowe, com sequências do show secreto realizado em Seattle, em maio.
Enquanto o Nirvana levou o grunge ao mainstream, no começo dos anos 90, o Pearl Jam rapidamente superou-os em termos de vendas, tornando-se "a banda de rock & roll americana mais popular dos anos 90", de acordo com o Allmusic. O Pearl Jam tem sido descrito como "os estilistas mais influentes do rock moderno — as perfeitamente acabadas canções explosivas em ritmo médio, como 'Alive' e 'Even Flow', melódicas o suficiente para fazerem moshers cantarem junto." A banda inspirou e influenciou um número de outras bandas, como Silverchair, Puddle of Mudd e The Strokes. O Pearl Jam, também, tem durado mais do que seus contemporâneos do grunge, como Nirvana e, mais recentemente, Alice in Chains e Soundgarden.


 O Pearl Jam tem sido elogiado pela sua rejeição aos excessos da vida de estrela do rock e por sua insistência em apoiar as causas em que acreditam. O crítico musical Jim DeRogatis disse, à época do encerramento da batalha da banda contra a Ticketmaster, que isso "provou que uma banda de rock que não é composta por cabeças gananciosas pode tocar em estádios e não sugar cada centavo do público... isso indicou que o idealismo no rock 'n' roll não é privilégio daquelas bandas dos anos 60 que estão no Hall da Fama do Rock and Roll." Eric Weisbard, da Spin, disse em 2001 que "O grupo que uma vez foi acusado de tocar um grunge sintético agora parece tão orgânico e baseado em princípios quanto existe." Em uma enquete realizada pelo USA Today, em 2005, o Pearl Jam foi votado como a maior banda americana de rock de todos os tempos. Em abril de 2006 a banda recebeu o prêmio de "Best Live Act" ("Melhor Atuação ao Vivo") do Esky Music Awards, da Esquire; a sinopse do prêmio se referiu ao Pearl Jam como "as raras superestrelas que ainda tocam em cada show como se pudesse ser o último." Os "seguidores" da banda (por vezes chamados de "Jamily") têm sido comparados aos do Grateful Dead, com a Rolling Stone afirmando que o Pearl Jam "excursionou incessantemente e se tornou um dos maiores atos de rock de arena, atraindo um grupo de discípulos parecidos com os do Grateful Dead, com uma maratona de shows [...] no raro espírito de Bruce Springsteen, The Who e U2."
Quando perguntado sobre o legado do Pearl Jam, em uma entrevista de 2000, Eddie Vedder disse: "Eu penso que em algum ponto ao longo do caminho, nós começamos a sentir que queríamos dar às pessoas algo em que acreditassem, porque nós sempre tivemos bandas que nos deram isso, quando precisamos de algo para acreditarmos. Esse foi o nosso grande desafio após o primeiro álbum e a resposta que ele teve. O objetivo, imediatamente, se tornou em como nós continuaríamos sendo músicos e crescer e sobreviver em vista de tudo isso... As respostas nem sempre foram fáceis, mas acho que encontramos um jeito."


Discografia

Ten (1991),
Vs. (1993),
 Vitalogy (1994),
No Code (1996),
Yield (1998),
 Binaural (2000),
 Riot Act (2002),
 Pearl Jam (2006)
 Backspacer (2009)



Pearl Jam - Alive Acústico


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